POESIAS E CRÔNICAS DIVERSAS

Aqui serão publicados textos do poeta e cronista IALMAR PIO SCHNEIDER, já publicados em jornais e/ou inéditos.

POESIAS E CRÔNICAS DIVERSAS

Aqui serão publicados textos do poeta e cronista IALMAR PIO SCHNEIDER, já publicados em jornais e/ou inéditos.
<  Agosto 2009  >
S T Q Q S S D
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

20.08.09

S O N E T O de IALMAR PIO - AQUARELA de ÂNGELA PON

 

Aquarela de Ângela Ponsi

 


SONETO MATUTINO

Ialmar Pio Schneider


Surge a manhã, os pássaros cantores
vêm despertar as nossas emoções...
Quem poderá viver sem ter amores
embora sejam sonhos e ilusões ?

O sol nascente esparge resplendores
que são quais ondas d’ouro aos borbotões;
o próprio orvalho que dá vida às flores
semelha pérolas em profusões...

Nesses momentos de êxtase e de enlevo
sinto quanto minh’alma está vazia
e lastimando tua ausência escrevo.

Se por acaso leres estas linhas
pensa na solidão e na poesia
que sempre foram companheiras minhas.

CANOAS, 28-12-84 - O TIMONEIRO - PÁG. 17
_______________________________________________________________________


19.08.09

SONETO de IALMAR PIO - IMAGEM - ARQUIVO

Imagem - arquivo

 

A F L I Ç Ã O

Cipreste verde-triste
que sonhas sem cessar,
a minha mágoa assiste
meu sono vem velar.

Em mim já não existe
a glória de lutar...
Estou de lança em riste
e tenho que esperar.

A força me abandona,
o pranto me condena,
estou prendido à zona

de um pantanal sem fim.
A vida que me acena
não tem pena de mim.

Ialmar Pio Schneider

Canoas, 26 de janeiro de 1984 - RADAR - Pág. 5


18.08.09

POEMA de IALMAR PIO - TELA de GLAUCIA SCHERER

Tela de Glaucia Scherer

 

T R A D I C I O N A L I S M O

M I N U A N O
__________________________
Ialmar Pio Schneider
__________________________

I
Velho gaudério do pago
que vens de longe cantando
e no teu destino vago
trazes um grito pressago
d’almas que vivem penando !
II
E quando na carne sinto
a rigidez de teu frio
eu recordo por instinto,
alguém que depois de extinto
pra o outro mundo partiu.
III
Pois quem se vai e não volta
retorna andando no vento;
na interminável escolta
que aos ares tristonho solta
seu infinito lamento.
IV
Mas quem aqui permanece
fica chorando seus ais,
e quando reza uma prece
é sinal que não esquece
quem se foi pra nunca mais.
V
E na saudade que encerra
o teu enfático grito
retumbando pela serra
lembras aqui nesta terra
de quem partiu pra o infinito.
VI
Por isso vento haragano,
eu sinto que vens tropeando
por este solo pampeano,
no teu furor, minuano,
almas que vivem penando !...

PAG.16 - O TIMONEIRO - CANOAS(RS), 16.12.83
_______________________________________________________________________



17.08.09

TROVAS de IALMAR - AQUARELA de ÂNGELA

Aquarela de Ângela Ponsi

 

T R O V A S

Ialmar Pio Schneider

O teu desprezo é feroz
mas aos poucos arrefece;
há de ser o teu algoz:
isto é sempre o que acontece...

Não acredito em desprezo
por mais forte que ele seja,
nunca me deixa surpreso
pois quem desdenha, deseja.

Todo o amor pra ser sincero
certo desprezo contém;
saibas então que te quero
com teu desprezo, meu bem !

R A D A R - Canoas, 31 de maio de l984 - Página 9


_______________________________________________________________________

15.08.09

SONETO de IALMAR - TELA de GLAUCIA

Tela de Glaucia Scherer

 

SONETO DA LIBERTAÇÃO

Quero o caminho da libertação
para seguir na vida mais confiante,
se alimentava mórbida ilusão
procurarei bani-la, doravante.

Preciso estar alerta a todo instante
e suportar a humana condição,
minha vigília deve ser constante
neste universo envolto em turbilhão...

Levo comigo a chama da esperança
e apesar dos percalços da existência
tenho fé, tenho amor, tenho confiança...

Não mais serei o náufrago perdido
pelos mares da angústia e da impaciência,
porque vencendo-me, terei vencido !

IALMAR PIO SCHNEIDER